quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Céu de todo dia

E ao olhar para ali
Me espelho nesse permitir.
Girando como o pião no chão.
Rodopiando lentamente sem paixão.
Mas pertencente significativamente á minha emoção.
Céu de todo dia.
Que me faz respirar á revelia.
Que traz sensações mesmo que tardia.
E ao olhar para ali.
Sinto como um possuir.
Sou grão pequenino em palma da mão.
Engole-me! olhos de furacão.
Dobra-me na tua imensidão.
Aponta-me como pequeneza.
Sopra junto com teu amante minha tristeza.
Apaga os vínculos mundanos.
Faz-me esquecer dos passantes anos.
Ah céu translúcido de todo dia.
Arrancou-me as ilusões de rebeldia.
Mostrou-me o insôsso dia-a-dia.
E ao olhar para ali.
Ainda posso por um milímetro de segundo te submergir.
Respirar fundo e insistentemente prosseguir.
Passo a passo como tijolinho de contrução, existir.

4 comentários:

Poetinha Feia disse...

"Ainda posso por um milímetro de segundo te submergir.
Respirar fundo e insistentemente prosseguir."

Esses versos me traduzem de uma forma mto especial e eu nem consigo descrever como...

É sempre bom passar por aqui, seus versos são milimetricamente perfeitos, seus poemas são lindos.

O trabalho do poeta é justamente esse: fazer poesia.

E vc o faz lindamente!!!

Bjo!

PS: Me diz uma coisa vc é de Salvador - BA?

Liquificadorizando disse...

Adorei o final: "Passo a passo como tijolinho de construção!".

É assim, é a vida. Não podemos ser imediatistas. Se somos - sempre - sofremos.

O Profeta disse...

Na profundidade da tua introspecção...sorri...

Doce beijo

Carol Vidal disse...

Olá!
Vim agradecer pelo seu comentário lá no meu blog! Poxa, muito obrigada mesmo pelo carinho!

Visite-o sempre que quiser, viu?
E qualquer sugestão ou dica, pode falar q eu adorarei! =)

Aliás, que lindo esse blog aqui, hein!
São seus textos? Vc escreve muito bem! =)

Posso colocar nos favoritos do meu?

Um beijo grande!
Carol