quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

No ouvido.

As 5 mais ouvidas do meu momento.

1.Courage- The Whitest Boy Alive
2.Hod in your arms - Pixie Lott
3.Nave - The Kooks
4.Mrs Cold - Kings of Convenience
5.Let it be me - Ray Lamontagne

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Boa sorte, Adeus.

Boa sorte,Adeus.
Vai valer a pena sair e não te olhar.
Fechar os olhos e simplesmente desaguar.
Desaguar vc dos pêlos.
Respirar, tentar seguir, passar a mão nos cabelos.
Alisar como se o próprio auto-carinho resolvesse.
Como se na morte realmente renascesse.
Boa sorte,Adeus.
Não te amo, aliás não sabemos o que é amar.
Só sabemos sentir o apaixonar.
O exagerado e desmedido derramar.
Vai valer a pena lamber as consequências do desejo?
Como o gosto do último beijo.
Quer-se mais e mais e nunca como fio de fim.
Vc quase chegou até mim.
Mas tua materialidade estúpida estragou.
Boa sorte,Adeus.
Acreditar não foi um errar alarmante.
E sim o meu desejar teu peito alucinante.
Teus olhos, tua boca, teu respirar.
Ah que loucura é o meu pensar!
Adeus.
Despeço-me dos olhos teus.
Como se o beijo trouxesse o breu.
Boa sorte.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Novo existir.

Quero andar sobre as pedras, sentir a maresia.
Ver a água lamber minhas pernas á revelia.
Quero sorrir expondo uma paz inebriante.
Ver os pássaros gozando da liberdade jamais tida.
Deixar os cílios beijarem a lágrima adormecida.
Quero dar a mão ao pensamento azul desse céu que me engole.
Corpo quer entregar-se mas escapole.
Pés fincados como o medo imbecil.
Eu mesma destilo o meu azedume vil.
Entrego o peito quente, pulsante, mas sangrando.
Deixo cortar, satisfaço-me com a dor.
Porque sempre volto inteira.
Quero somente seguir esse tal caminho.
Deixar pra trás o pior espinho.
Acalmar as batidas do que insiste em gritar na pele.
Dizer terminantemente que sou uma invenção de mim mesma.
Quero ver pé ante pé a segurança movendo meus dedos no chão.
Engolir vento sem um pingo de emoção.
Deixar a transparência da inércia sentimental me cobrir.
Porque é assim que quero existir.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Doente

Queria escrever algo que te tocasse.
Ou me afogasse.
O derramado da inspiração não me alcança.
Nem mesmo o teu desejo por mim dança.
Queria as frases de Chico no teu olhar.
A me desconstruir, alucinar, mas sem matar.
Queria palavras delirantes agrupando-se em combinações.
Simetria de abalo nas mãos.
Queria me perder nas rimas como antigamente.
Mas vc secou a libido ortográfica da minha mente.
Me sinto doente!
Sentindo febre de falta poética.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Valor tal e qual

Sou romanticamente sentimental.
Não quero que entenda meu valor tal e qual.
Poesia vêm acarinhar-me.
Assim como a música a beijar-me.
Sou intensamente verdadeira.
Não quero que seja minha metade inteira.
Lembranças vem me usurpar.
Assim como a saudade está á ferida machucar.
Sou sensivelmente carnal.
Não quero que entenda meu valor tal e qual.
Complicações de pensamento vem me arrepiar.
Assim como os olhos fechados a te lembrar.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Contradiz.

Não consigo escrever minhas letras palpitantes.
É meu coração que está infante.
Perdi a doçura poética do gosto da minha paixão.
É meu coração que está cheio de emoção.
Suspiro descompassado foge do meu interior.
É meu coração que está repleto de calor.
Engulo amedrontada racionalidade.
É o meu coração cheio de sentimentalidade.
Peço:pés não dêem dois passos ao paraíso.
Coração? será um anjo caído.
Lágrimas endurecerão meu olhar.
E o coração é que vai desaguar.
Não consigo deitar no meu desejo alucinado.
É o meu coração que está desmontado.
Atei as faixas do duvidar.
É, meu coração não sabe calar.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Menina partida

Essa solidão que me vem lamber o olhar.
Aperto os cílios para afogar.
Coração está a desaguar.
Solidão conflitante.
Esmagante.
Coração perde-se nesse aguar entristecido.
E pelos dedos o cruel esquecido.
Chora a poesia da menina partida.
Cada momento feliz uma medida.
E as verdades cuspidas não param de cortar.
Desmancha em um soluçar.
Pára solidão.
Parta por favor.
Já conheço bem sua face, seu jeito, seu sabor.
Desejo nunca irá se realizar.
O que se foi nunca mais irá voltar.
Nem adianta suplicar.
Coração.
Complicador de mim.