quarta-feira, 7 de março de 2018

História comum

De tanto procurar joguei- me a um cansaço.
Aquele que amolece os olhos, dói as panturrilhas.
Respira- se a trajetos curtos, idéias vagas.
Corpo cobra o preço da teimosia.
Aprisiona uma alma rebelde.
De tanto desejar joguei- me a uma apatia.
Aquela que fenece o viço do sorriso, arde em lágrimas.
Suspira-se a salivas engolidas, pensamentos desconexos.
Alma dobra a vida que ainda vivia.
Liberdade que pede ser cobrada.
De tanto em tantos, estagnei.
Em medos de tempo que corre.
Pintando uma história comum.

Ivan

E no instante que fechei os olhos vc invadiu
Desbravou os espaços, me sorriu.
A tempos de romper velas ao vento,
E com esta força, resistir, nem tento.
Sem fôlego no meio de tanto ar,
Soletrando em sua boca vejo amar.
Que instante de flecha!
Viu em meu coração uma brecha.

Desistir

Se for pra desistir, que seja com a consciência tranquila, as sobrancelhas descansadas, os cílios batendo suaves.
Desistir sem a dor pungente do fracasso a esfaquear a costela, sem o suspiro agonizante do sentimento cruel da derrota.
Desistir como um render-se ao vento dos acontecimentos que impõ-se à garras fortes.
 Sem qualquer sobrepujar de maletude.
Um desistir verbo, tão palatável quanto seguir. Deglutido com total esmeiro, como quem se serve de sabor comum mas precioso.
Se for o caminho a seguir, que seja dado seus passos, com olhos serenos e descansados de fardos.
Desistir sem qualquer bagagem de passado. Ombros livres e postura segura, que se for, já exatamente é.