segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Curto

Apesar do meu olhar não te pertencer
Me pergunto porque vc deixou isso acontecer.
Desse jeito largado, machucado...
Terrivelmente mal interpretado.
Ficou o gosto de " poderia ser".
A ansiedade dos meus olhos " em ver".
O fogo arriscado do meu coração.
Como o sopro do palito na combustão.
No fim da queima as tuas reticências.
A tristeza das minhas urgências.
Nada mais nos pertence nessa ínfima ligação.
Nem poeira, nem grão.

3 comentários:

Tato Barba disse...

"O coração é ponto de partida", e, no teu caso, é todo despedida.

É triste a franqueza dos fatos. Como a dor pode ser tão lírica?(rs)

Parabéns!

E, quanto a mim, estou numa fase diferente, né?
Sei lá... (rs)

Até!

Fê Colcerniani Justo disse...

Nossa... odeio gosto de poderia ser... credo... rs. Mas lindo o poema... Muito obrigada pelas suas visitas, volte sempre sempre...
Bjsss

Gilbamar disse...

Esses insuportáveis desencontros da existência humana...são pontos de partida para belos poemas. Como esse seu.

Abraços.