segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Te ler.

Não vou te reler. Quero te deixar, te perder. Passar, respirar Até o último risco não te olhar. Já me teves demais. Já permiti que fosse meu cais. Que roubasse meus pensamentos mais banais. Não vou te reler. Fecharei vc, e nem vai doer. Laçarei as tuas folhas com fitas de cetim. Mas isso está longe de significar um fim. Só vou deixar de te ler. De ter entranhar, remexer. A contaminação já foi feita, nem falo. Mas fecho os olhos para tua leitura, me calo. Quero retirar teu viço, teu cheiro. Até as sobras esfrego com esmeiro. Só vou deixar. (...) De ler-te, mero interpretar. Preciso desse libertar. Entende? Não faça laços com amar. Esses são profundos. E o resto dura poucos- intermináveis segundos. Preciso desse deixar. Se não entende basta abandonar. Nem sequer me olhar. Qualquer captura dos cílios estarei a voltar. Não vou e não quero. Te ler..(como te venero)

5 comentários:

Tato Barba disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Tato Barba disse...

Pois, então.

Não gostei texto, pois achei que, as rimas se fizeram mais importantes, que o enredo, além de deixarem o texto monótono.

Verbos no infinitivo são viciantes, e, quando não moderados, causam um efeito negativo na estrutura do texto.

Você inicia com redondilhos menores. Talvez, se tivesse seguido a métrica, conseguiria atingir o efeito desejado, cortando alguns desses verbos para adaptar a sonoridade.

Fica a dica! =]

Até!

Henrique disse...

Quero te deixar, te perder

Você perder ele de ti, ou ele perder ele dele mesmo? E se for a primeira opção seria algo meio calculado como forjar um traição ajudada por uma amiga sensual? rs

Henrique Sugere:

Para deixar alguém é preciso deixar a si mesmo. Assim se mata dois coelhos com uma cajadada só. O seu desejo de relê-lo será superado pelo entender imaturo do próprio desejar.

UAU! fui longe

A contaminação já foi feita, nem falo

isso é verdade!


Me pareceu agora a interpretação de que oque vc pretende não reler é exatamente oque faz ao escrever... reler a sim mesma.

GOSTEI do peso, movimento e intessidade das falas...

UM DIA EU FAÇO UM VIDEO, se me conceder os direitos para.

Henrique disse...

ah, eu li o comentário do barba... De modo geral eu acho que estrutura métrica, rima, e etc, servem para uma boa apresentaçao de um texto. Acontece que o tempo do pensamento pode sugerir expressividade ricas que nós moldamos e codificamos para encaixar-se a um padrão. Da forma que eu leio o seu poema eu tenho a liberdade para encaixar pausas e expressões faciais, que torna o poema impressionante.

BEIJOS

Henrique disse...

* mas que nós moldamos