quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Quando veio nos tomar.

No acorde do piano de cauda longa vejo.
Seus olhos piscarem de sutil emoção, mero gracejo.
Sonho, delírio ou fantasia, o que vejo?
Só o sobressalto da sua blusa.
É o disfarce de seu coração que vc usa.
Violinos suaves, poucas palavras.
O olhar tranquilo e doce é o que me tentava.
Até seu sorriso comedido me bastava.
Conceitos, idéias e frases a contrariar.
E a pergunta que vinha-nos roubar.
Quando esse amor veio nos tomar?

8 comentários:

Henrique disse...

oh o amor, oh o amor! ô amor!

Nyc!nha Angel disse...

Sim, o Henrique é músico e não é de hj, huahauhau...
Ps.: Adorei isso "É o disfarce de seu coração que vc usa."
Muito bom..!

Poetinha Feia disse...

Eu estudo Letras e existem alguns conceitos, algumas teorias que encaixariam perfeitamente em seus poemas como esse.
Veja bem esse jogo de rimas chama-se melopéia, pois é um jogo de sons, melodias... isso é incrível. E lindo!!!
Espero que um dia eu consiga expressar com tanta delicadeza tudo que sinto. Obrigada pelo comentário lá no blog. Um beijo grande.

O Profeta disse...

É total a beleza das tuas palavras...


Doce beijo

Tato Barba disse...

"Um piano sonhado à berceuse"

- Quem bate a porta?
- É só o amor...

Muito lindo!

Ruan disse...

dessa vez até vi o corpo dançar...

(Un)Hapiness disse...

devia haver uma luzinha que acendesse quando o amor surgisse..aí sim, ficariamos a saber qdo amamos!

Sara S. disse...

Um belo poema descritivo de um momento romântico. Mas penso que em vez da pergunta final, em vez de reflectir sobre como é que terá surgido esse amor, o importante é vivê-lo, vivê-lo de um modo sério, verdadeiro e intenso. Bjs