quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Pedacinho

Não sou a Doninha de ninguém.
Mas meu café é forte e quente.
Como um caloroso envolver de braços.
Não gosto de subterfúgios sentimentais.
Mas sei fazer suspiros.
Doces como um suave beijar.
Não vivo sem a (minha) verdade.
Mas adoro duas cores.
Não de Almodóvar mas de Frida Kahlo.
Como se escolher já fosse a própria diversão.
Não pedir nada, não é a intenção.
Mas se encantar com a iniciativa própria.
Aquele coladinha a um pulso forte.
Não passo por cima de princípios.
Mas gosto de construir vínculos.
Como quem costura uma colcha de retalhos.
Não sou perfeita pra ninguém.
Mas me encaixo no amor de qualquer um.
Como a calda do pudim.
Não me convenço normalmente.
Mas meu olhar tem a inocência de uma criança que não mente.
O brilho não captura facilmente o meu olhar.
Mas adoro fechar os olhos e cantar.
Como se todos os males eu pudesse espantar.
O mesmo que engolir o mundinho todo pra acabar.
Não faço gênero pra agradar ninguém.
Mas posso esquentar a ponto de queimar.
Como se medir o poder fosse melhor que o próprio ato.
Não me sinto melhor que ninguém.
Mas faço força pra ser sempre o meu melhor.
Como se competisse com meus vários eus.

3 comentários:

Henrique disse...

proque não cheguei mais cedo?

APAIXONANTE!

Tum Tum Tum Tum Tum Tum

(Un)Hapiness disse...

mt bom de facto...tu sabes que és! :)

kiss

Tato Barba disse...

=]

Muita sensibilidade!

São frases, ora avulsas, ora amarradas, bem como palavras suas para você!

Boas a bessa, por sinal!

Abraço!