Estou em derramamento de mim
Tentando conectar as partes em um pertencimento sem fim.
Um processo de mergulhar intermitentemente sobre mim.
Sentir o líquido de mim sobre a pele sensibilizada.
Partículas especiais de um eu diferenciado de mim.
Machucada, culpada, introspectiva, concentrada, calada.
Olho para trás e nada acho de mim.
Secou o meu eu ou foi vc que me tirou de mim?
Evaporou o eu sobrando o mim com pontos sem alinhavar.
Queria pedaços de vc em nós, esfregar, lavar, enxaguar.
E com as linhas que sobrar, montar um ponto fixo de mim.
Respiro os minutos que não tem mais o que decepcionar.
O meu eu que era seu nunca esteve em primeiro lugar.
Talvez o seu eu nunca foi parte de mim, só faltava enxergar.
Meu coração jurou não mais apaixonar.
Estou em aterramento de mim.
Cuidando das raízes para fortificar cada eu em mim.
E novos frutos enraizados de um pé brilharam das decisões.
Os vários corações que vc desprezou nas ilusões.
A realidade com seus pés pisaram em mim.
Com suas pedras, punhos, silêncios e cordas.
Ainda tento recuperar o meu eu que com seus dedos escorrem poesia nas bordas.
Você está em vários lugares, tatuado como ferro marcado.
Saio em busca do eu, porque o mim ainda está em algum lugar pendurado.
Parado com o tempo, a música, a doçura, o entendimento.
Sem mim o eu segue seu próprio tormento.
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