sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Arrependimento poético.

 Declarei que seu gosto estava marcado na minha boca.

Que meu pescoço guardava o arrepio causado.

Os dedos na minha cintura e nuca pós abraço apertado.

Meus olhos que mesmo fechados sentiam seu olhar caloroso.

A faísca que corria na espinha, cintura e terminava no suspiro.

Pedi mais pelas pernas que queriam enroscar-se nas suas.

Cada espaço colado em você era pouco.

A necessidade de poucas palavras e a mistura da pele era urgente.

Poeticamente me derramei em você.

A resposta: estou ocupado trabalhando.

Minha poesia foi dilacerada junto com meu coração.

As feridas sangravam como um furacão.

A dor que se espalhava pelas veias, lágrimas e terminava em arrependimento.

Não é apenas a rejeição que vc estapeou mas o meu amor sincero oferecido.

Pensei em todos os momentos vividos.

Queria juntar os cacos da minha declaração jogadas no chão.

Limpar com as lágrimas que escorriam sem parar.

E secar o sangue do meu coração.

Nunca mais ouvir: estou ocupado (para amar)