domingo, 17 de outubro de 2010

Texto

Hoje não tem poesia somente texto.

A casa está vazia.

A poesia passa e escorre.

Como o meu choro cheio de motivos.

Habita as cenas das felicidades momentâneas.

Aquelas que julgo vida.

E nem sob prece eu volto.

Só vejo o silêncio.

Ora preenchedor suficiente.

Ora o corte que dói igual a morte.

Fico tateando a minha lucidez.

Até minha insanidade correu.

E eu onde estou?

Me prendi em algum galho de passado.

Sobraram restos de um eu tão estranho.

Quase pergunto onde eu fui pra ele.

E vive?pulsa?resiste?

De que substância estou abastecida?

As paredes nunca foram tão invisíveis.

Pessoas nunca foram tão iguais.

Caminha uma casca sem nome ou fundamento.

Maldito Saturno.

Beleza da idade, espinho de maturidade.

A casa está vazia.

Tudo e todos saíram sem despedidas.

Perdi o fôlego de mim na saída.

Gastei-me e nem brilho nos olhos restou.

Não posso recomeçar com o que sobrou.

Porque somente há texto.

Falta poesia.

3 comentários:

Thaís Duarte disse...

e como dói
quando falta a poesia
quando a casa está vazia.

beijos sister.

Silvana Nunes .'. disse...

A casa vazia é barra.Sei bem o que é isso. Quando falta poesia, então...
FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER... e MEU CADERNO DE POESIAS, desejam uma boa semana para você.
Saudações Espetacular.

Amanda Almeida. disse...

Quanto tempo não passo aqui pra comentar. Mas também.... quanto tempo você não atualiza também, né! Rsss
Bob, tem um desafio te aguardando no meu blog, vai entrar amanhã dia 18. Se você entrar depois dessa data, é só procurar a data de 18.11. Beijoca graaaaaaaaaaande!!!