quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Sentido.

Escrevo para que faça sentido.
Sentido de sentir.
Aquele que não se aprofunda.
Só se vc não respirar fundo.
Desenho no branco cada sílaba.
Quero se tenham sentido.
Sentido de sentir mesmo.
Quero que respinguem.
Tão forte que chega cansar.
Escrevo para afirmar minha veia.
Para pulsar a cada coração.
Para que tenha menos sentido.
Sentido de sofrer , se possível.
Portanto escrevo.
Escrevo para libertar e aprisionar.
Só não sei a que tempo e medida.
Que tenha ou não sentido.
Que sinta ou tenha morrido.
Morte de sentir.
Escrevo eu, escreve meu coração.
Ele tem mais sentido que eu.
Cada rachadura chora momento.
Eu apenas procuro sentido.
Sentido de razão.
Pura e carnal explicação.
O sepultamento do sentido.
Cálice do tempo.
Aquilo que nunca é permitido.
Só se deve ter sentido.

6 comentários:

Fê Colcerniani Justo disse...

Haaa menina finaaa! Adoro

Dra. Renata disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
A.M.A. disse...

Aderei seu texto. Descreve um pouco do meu momento.
"... escreve meu coração. Ele tem mais sentido que eu. (...) Eu apenas procuro sentido. Sentido de razão. Pura e carnal explicação. O sepultamento do sentido. (...) Aquilo que nunca é permitido."

Carol Freitas disse...

Taí: Senti!

Lindo!

Rafael Perfeito disse...

Eulália.
Eu...
Eu le-lá-ei.
Todinha.
E com prazer.

Henrique disse...

sentido, pode ser passado
pode ser mágoa, sentido
ora, o que é o tempo
o que é mágoa
o que é sentir
nada melhor que a palavra sentido
metáfora conceituadora
ou... em que sentido?