quarta-feira, 1 de abril de 2009

Perdendo.

Perdendo vc.
As lembranças que venham me ater.
Frenesi de cinderela contemporânea.
Doçura momentânea.
Perdendo sutilidades.
Adquirindo mais realidades.
Contos e fadas não me alcançam.
Espinhos e cortes me lançam.
De florido nem o vestido.
Tá roto, poído.
E vc de fato se perdeu.
Do meu amor tenso se esqueceu.
Não soube tocar, não floresceu.
Mas o que importa?
Ainda estou diante da tal porta.
Tenhos os versos.
E deles não me despeço.
Me dobro ao seu tesão.
Me cobrem de paixão.
Sorrio de satisfaçao, saciedade.
E deles bebo até o fio da maldade.
Perdendo vc.
Apago o que que ferve.
Posso me ver.
E a brasa está enterrada.
Junto com o conto e a fada.
Tenho o papel e o naquim.
Me satisfaz escrever fim.

3 comentários:

Tato Barba disse...

Tenho "eulaliado" bastante.
Ando tão sentimental! rs

Adorei o post.

;)

Natália A. disse...

A poesia, a foto, sempre combinando como sempre...♥

'Frenesi de cinderela contemporânea.
Doçura momentânea.
Perdendo sutilidades.
Adquirindo mais realidades.
Contos e fadas não me alcançam.
Espinhos e cortes me lançam.'


Que lindo.

Henrique disse...

adorei a sua foto poser de Madame Indica!