domingo, 22 de março de 2009

Ah...nós.

Meus olhos sempre fugiam dos seus.
Vai ver porque brilhavam diante dos teus.
E o rubor da face denunciava-me.
Como se meu desejo me desnudasse-me
Tua sobriedade masculinamente inerente.
Minhas palavras incoerentes.
Ah....nós.
E esse sentimento fortemente atroz.
Não rompe as barreiras do silenciar.
Mas nos captura sem acorrentar.
Seu balbuciar.
Meu amedrontar.
Seus olhos cizentos a divagar.
Vai ver porque presentiam o meu apaixonar.
E o suar das tuas mãos.
Como se trouxesse o coração nas mãos.
Ah....nós.

5 comentários:

Henrique disse...

escrevi algo muito parecido! Nossa, me vi Eulália Agora!

Beijos

Descuple-me a ausência, ou não.

O Profeta disse...

O silêncio da solidão mora em meus olhos
Revela-se na tristeza, retém a palavra amarga
Tem a nudez de um aguaceiro de Maio
Uma garganta presa em grades que a voz embarga

Hoje a Ilha acordou presa ao silêncio
Os pássaros voaram no chão de barro frio
Esqueceram-se de subir ao azul
Lavaram as penas nas águas de um rio


Convido-te a descansar a alma nas minhas pedras de Ouro

Boa semana


Mágico beijo

Nyh! Marinho. disse...

Essa coisa de querer esconder os desejos é complicado, rs!
Bjão!

Tato Barba disse...

"Apaixonante"

Aline Vargas disse...

Sabor: doce.
Cor: Qualquer uma açucarada. rs

Lindo de novo.
Parabéns, amiga!
Bjooo!