segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Novembro em pedaços

Não quero ser profunda.
Sou intensa não confunda.
Tô abstrata, maluca, distante.
Sorrindo sem sentir, tomando calmante.
Sem identificar os malefícios do espinho.
Procurando onde está o burburinho.
Papel e caneta na mão.
E o resto? só chão.
Novembro em pedaços.
Espasmos e abraços.
Cenas, cervejas e temas.
Negritos, películas e meus poemas.
Seja o meu melhor tom.
O sossego do bom.

6 comentários:

Henrique disse...

Isso é foda:
Procurando onde está o burburinho.

Para mim o poema basta por essa frase.

Beijo Grande

Tato Barba disse...

Hunf!

Meu novembro não parece muito diferente do seu.

O poema ficou muito bom!

Abraço!

O Profeta disse...

És uma poetiza de radiozas palavras...


Doce beijo

Poetinha Feia disse...

Procurar o borburinho, eu tbm estou a procura dele... a procura dos detalhes esquecidos.
Sempre bom passar por aqui e ler sua rica arte.
Bjos

carolline tinôco disse...

gostei de todo o texto.
mas esse trechinho:

"Papel e caneta na mão.
E o resto? só chão.
Novembro em pedaços.
Espasmos e abraços."

ah... é lindo!

aliás, "papel e caneta na mão. e o resto? só chão." é muito lindo!

Carol Vidal disse...

Oi, menina!
Desculpa a demora em te responder, mas estou em final de período na faculdade e tá uma loucura só!

Vou colocar seu blog lá nos meus favoritos tb... =)

E não conheço esses artistas que vc falou... Me passa algum link pra eu ouvir? =)

Beijão!