E ao olhar para ali
Me espelho nesse permitir.
Girando como o pião no chão.
Rodopiando lentamente sem paixão.
Mas pertencente significativamente á minha emoção.
Céu de todo dia.
Que me faz respirar á revelia.
Que traz sensações mesmo que tardia.
E ao olhar para ali.
Sinto como um possuir.
Sou grão pequenino em palma da mão.
Engole-me! olhos de furacão.
Dobra-me na tua imensidão.
Aponta-me como pequeneza.
Sopra junto com teu amante minha tristeza.
Apaga os vínculos mundanos.
Faz-me esquecer dos passantes anos.
Ah céu translúcido de todo dia.
Arrancou-me as ilusões de rebeldia.
Mostrou-me o insôsso dia-a-dia.
E ao olhar para ali.
Ainda posso por um milímetro de segundo te submergir.
Respirar fundo e insistentemente prosseguir.
Passo a passo como tijolinho de contrução, existir.