quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Engolida

Engolida pela brancura da não inspiração
Pulsa?vibra? Não.
Não posso colar restos do que já feneceu.
Aquele sentimento foi teu.
Engolida por um vazio sem fim.
E eu que tão pouco sei de mim.
Não posso respirar destroços rarefeitos.
E tudo foi do seu jeito.
Você já se apaga em meu olhar.
Mas seu amor não sei matar.
Engolida pelo passado vibrante.
E logo eu que sempre fui pulsante.
Não posso ser o que passou.
Aquilo que só vc me levou.
E tudo foi do seu jeito.
Mas seu amor não sei arrancar do meu peito.
E mesmo assim bate esse meu coração.
Em meio a poeira que já vem te apagar.
Vejo as linhas daquilo que ainda teima em respirar.


sábado, 10 de dezembro de 2011

Onde estão?

Hj a minha alma está tão fria de dureza qto essa rua de vento gelado.
E pessoas passam ignorando os sentimentos.
Onde estão?
Talvez sendo carregados junto com as folhas desbotadas.
Talvez nas respirações sendo mascaradas.
Onde ninguém vê.
Hj o silêncio vendo mostrar o meu desassossego.
Meu insistente medo.
Onde estão?
Aquela força e perseverança?
Teimosas e de olhar penetrante.
hj minh´alma está dura e cortante.
Nessas ruas de frio gelado
Pensamentos meus são levados.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Dor



Não posso fechar meu corpo para dor.
Ela faz parte de mim.
E tão fervente, tão viva, tão atroz.
Aquilo que grita, que amedronta está em mim.
Sem laços com o fim.
Com respingos ininterruptos de amargura.
Mas não afeto terceiros.
Tenho fendas e rasgos intermináveis.
Caibo tanto e tão profundamente.
Não espero leituras fiéis.
Apenas um afeto sincero.
Puro e visível como a minha dor.
Presente e inquieto como meus olhos.
E o que sou eu senão um abrir e fechar de portas.
Um desejo que vai e volta.
Um sorriso simples.
Um ar juvenil em um corpo velho.
Uma alma simplesmente.
Quero ter tantas de mim em mim que choro.
Um desmilinguir de realidade.
A verdade corta como lâmina.
Afiada como minha língua.
E o sangue é doce como o meu amor.
Não posso fechar aquilo que tem vida.
Que arde e pulsa como o meu respirar.
Caminhe dor.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Apenas um sonho

Preciso mais que tudo aprender.
Aprender tantas coisas que vão além de um saber.
Aceitar aquilo que me é difícil pelo olhar.
Tirar lições não somente das dores.
As quais eu já aprendi a admirar.
Preciso saber aceitar o doce quando ele vem.
Não preciso de vc seja vc quem for.
Mas necessito de mim.
Forte com ou sem dor.
Preciso acreditar que existe muito mais vastidão aqui dentro.
Não temer, confiar diz o vento.
Reconhecer que o estado de aprendizagem é eterno.
E não ser menos por isso.
Ah senhor vento, me leve com vc.
Quero sair de mim e aprender.
Esvaziar o inútil.
Esfarinhar oapático.
Deixar o pó da satisfação cobrir tudo.
E sobretudo não pensar que foi apenas um sonho.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Bilhete

"Meu amor.
Como queria te chamar assim.
Como queria que não tivesse fim. "
Sou piegas diga.
Confesse suas idéias sobre mim.
Como quem consome uma brasa.
Como quem traga um cigarro.
Faça comparações.
Mas pelo amor de nós dois: diga emoções!
(...)
Olho para o seu silêncio medonho.
Lembro de mim,de ti,antigo sonho.
Palavras que casavam ao som de romance.
Dedos entrelaçados,pura nuance!
Filme.
(...)
Vc agora sorri.
Mas se nega a intervir.
Parece que gosta do meu devaneio.
Te olho com minhas aflições.
Me pergunto e suas emoções?
(...)
Olho para o papel e amor está a gritar.
Ali forte,afogando,se espalhando.
E o rabiscar?
(...)
"Sugadas pelas emoções.
Simplesmente.
Meu amor. "

sábado, 9 de julho de 2011

Não quero lembrar de vc.

Não quero lembrar de vc.
Não quero precisar dos teus restos.
Migalhas de afeto,carinho e objeto.
Não quero sentir tuas agulhadas.
Nem lembrar de nossas mãos dadas.
Fechar os olhos e lembrar.
Ardentemente desejar.
Não quero esse querer.
Não quero lembrar de vc!
Seu jeito carinhoso de me vencer.
Seus olhos em pouso.
Meu coração teu repouso.
Não lembrar e sim apagar.
Amar um novo esquecer.
Lugar onde teu pensamento não venha me ater.
Não quero lembrar vc.
Nem no canto escuro das idéias te afogar.
Guardar pedaços como comprimidos.
Pra tomar e sentirmos unidos.
Novamente.
Vc em mente.
Preciso ser rente.
Não lembrar vc.
Não quero.
Espero.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Delicadeza

Ás vezes acho que roubaram a minha delicadeza.
Que me soubrou apenas o primitivo.
A falta de encanto pela vida.
O olhar comum.
Me perdi em algum momento sutil do passado.
Relembrando ou vivendo, não sei.
Perdi o viço como uma folha que despenca da árvore.
E que ás vezes reluta em amadurecer e cai tardiamente.
Sei que é preciso caminhar.
Mas como é difícil tirar o pé do chão e transpassar.
Com esse meu silêncio indelicado no olhar.
Essa saliva pesada, densa, que teima em vir e vir.
E o coração que bate tão fundo que chega a tremer a carne.
É uma falta de delicadeza instrasponível.
Esse olhar cansado de ver um tudo e um nada sempre igual.
Que chora aconchego.
Que tenta se armar de sorrisos diários.
Que tenta dar a mão á vida.
Mesmo sem encanto, sendo indelicado confessando.