quarta-feira, 28 de abril de 2010

E de vc sei quase nada.

E de vc sei quase nada.
Sei o que me basta, me invade e preenche.
Sou tomada e me derramo sem perceber.
Pra que saber?!
Me basta te ter.
E de vc vem o tudo necessário.
O prazer desejado, o medo involuntário.
Imperfeito aos olhos da realidade.
Escorregadio nas bocas da maldade.
E de vc sei quase nada.
Detalhes, vestígios, noções.
Sei que vc sacode, altera e movimenta minhas emoções.
Sou tomada e me derramo sem perceber.
Descanso sem trégua nos seus beijos.
Afundo sem forças nos teus braços.
Morro e renasco no minuto da força.
E de vc sei quase nada.
Sei que multiplica as batidas, crio asas.
Mas pra que andar se com vc posso voar?
Com os pés longe da segurança.
Sinto o que vc provoca, e é mudança!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Adeus,menino.

Vc não vai e nem deixar ir.
Insiste em dizer que te faço sentir.
Viro páginas,risco frases,queimo pedaços.
Quero desfazer teus laços.
Assopro as dores, arrisco outros amores.
Acaricio sonhos, beijo realidade.
Não faço por vaidade.
Vc não vai e nem deixa ir.
É necessário seguir!
O que não ata, precisa ser desalinhado.
Não dá pra viver machucado.
Coração resiste, sentimento não.
Chega de esparadrapos,meias verdades e acusações.
Quero outras emoções.
Vc não vai.
Diz que tudo em mim atrai.
E nem deixa ir.
Diz que preciso te sentir.
Quero novas palavras cantantes.
Arrepios dançantes.
Adeus, menino.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Selo

Ganhei esse selo da Fê uma pessoa fofa, que eu considero muito.
http://colcernianijusto.blogspot.com/
Ofereço para:
http://sentidoabsurdo.blogspot.com/ (ele pode nem usar mas eu acho que ele merece, amo esse
moço e ele sabe!!!)
http://numcafepequeno.blogspot.com/ ( esse moço barbudo é um show de talento, adoro ele e
esse tb sabe..rs)
http://amartaentreparenteses.blogspot.com/ (essa gata aqui é outro show nas palavras, adoro o
visual do cafofo..sempre demais.)
http://almanuathais.blogspot.com/ (essa é uma flor de pessoa, minha sister, um doce, inteligente
e linda)
http://farelosdodia.blogspot.com/ (minha amiga Bob que tenho saudade, grande garota)

segunda-feira, 15 de março de 2010

Agora fugiu á rua.

Nunca usei de mentira para te fazer apaixonar.
Queria que meus olhos viessem bastar.
Quis e fui tua.
Agora meu sentimento fugiu á rua.
Finda o que parecia inesgotável nesse derramar.
E parecia tão promissor o nosso enlaçar.
Agora meu desejo fugiu á rua.
Sobram tantas coisas nesse caminho.
Principalmente o teu coração em desalinho.
Sinto, mas já me despi de vc.
É triste dizer que já estive nesse sofrer.
Agora estou a seguir pela rua.
Sem apegos, pedaços, ou palpitações.
Vc sofre o meu abandonar.
Mas quem manda no amar?
Nunca usei de artimanhas para te enfeitiçar.
Queria que minha sinceridade viesse bastar.
Quis e fui tua.
Agora tudo meu fugiu á rua.
Sobram pegadas, suspiros e mãos.
O seu sim e o meu não.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Sentido.

Escrevo para que faça sentido.
Sentido de sentir.
Aquele que não se aprofunda.
Só se vc não respirar fundo.
Desenho no branco cada sílaba.
Quero se tenham sentido.
Sentido de sentir mesmo.
Quero que respinguem.
Tão forte que chega cansar.
Escrevo para afirmar minha veia.
Para pulsar a cada coração.
Para que tenha menos sentido.
Sentido de sofrer , se possível.
Portanto escrevo.
Escrevo para libertar e aprisionar.
Só não sei a que tempo e medida.
Que tenha ou não sentido.
Que sinta ou tenha morrido.
Morte de sentir.
Escrevo eu, escreve meu coração.
Ele tem mais sentido que eu.
Cada rachadura chora momento.
Eu apenas procuro sentido.
Sentido de razão.
Pura e carnal explicação.
O sepultamento do sentido.
Cálice do tempo.
Aquilo que nunca é permitido.
Só se deve ter sentido.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Minha hora

Olhar criticamente para os sentimentos alheios.
Desconfiança.
Profundidade só ao observar os meus.
Diferimos na exposição,na facilidade de doar, no cigarro.
Mas encaro como ação de fictícios,de personagens.
Onde cada Alice in wonderland faz parte de mim.
Será?!
Auto-destrutividade me faz experimentar o fel para compreender o valor do doce.
Não quero que me arranquem esses defeitos, ou qualquer um.
Talvez nenhum!!Já dizia Clarice não se sabe qual que sustenta o edifício inteiro.Talvez o meu lado
negro sustente tudo, e o verde do positivo venha ser somente um sopro.
Entre mim,entre nós, entre o próprio vazio dos corriqueiros desencontros.
Hilda diz: " não sei se permaneço ou desfaço"..e eu nunca sei a hora de perceber o limite, meu céu
da boca adormece antes.
A solidão é extremamente necessária, manivela da criatividade iluminada.
A força propulsora diria eu.A dor a lato sensu.
Tô totalmente livre de rótulos e ao mesmo tempo repleta de conteúdo.
Conteúdo esse do mais variáveis possíveis, mas com certeza existe paixão; pois sem ela a vida
perde o palatável de respirar.
Minhas melhores linhas saem na dor e na paixão, como sempre um gozo controverso, de um polo
ao outro.
É tanto desejo que palavras correm.Elas têm medo de se apaixonarem por mim!
Como paixão, do verbo comer mesmo.Chupo cada partícula até perder o fôlego e sem
clichês!Esses destruiríam meu suspiro; que é fulgás como o bater de asas de uma borboleta,sem
cores e marcada sob a minha pele.
Não decifre,mas tente,talvez te devore.
A coragem é instigante e a sedução está na paciência em seduzir.
Cada momento um riso, um suspender de raciocínio e um derramar de sentidos.
Aguce-me se for capaz!
(...)
"Disso" nunca me perderei, de resto gosto de encontrar caminhos,arrancar certos espinhos,ver
florescer.
Pena que só as plantas brutas vingam nos meus dedos.
Talvez eles já trabalhem demais, assinado: coração.
Mas infelizmente nada se faz, só se desfaz e refaz,o tempo se encarrega.
Não o culpo.
Aliás culpa já reinou demais, e por atos não paridos que é pior.
Agora só quero gestação de filhos poéticos, até virar baú.
Fertilidade aos baldes.
Venha beber.
Embriague-se de fragmentos-poesia, por favor.
E não se canse,não se acabe,tenha fôlego que minha vontade sorri!!
Alimente minha loucura verbal,domine sem descanso,pra isso só meus olhos, pois lábios são do
mundo.
Aceite língua,afiada,doce e peralta.
Sem espera, sem pedidos, na minha hora.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Estou sofrendo.

Estou sofrendo um derramar de mim mesma.
Certificando parâmetros e medidas.
E revivendo estados e angústias perdidas.
Mas o sofrimento é oportuno e menos dolorido.
Como se desse momento eu tivesse simplesmente amortecido.
E cada pausa dessa fita um sorriso vem escapar.
São definiticamente cápsulas de felicidade.
Algumas que jogam-me luz e afastam a maldade.
Estou sofrendo um desmanchar de conceitos.
Talvez apenas manias de olhar, apenas jeitos.
Gessos que o costume dá num atar de mãos.
E o mundo não paralisa para te explicar não.
Sofre-se continuamente a cada migalha transformada em pó.
Como se ao teu peito desatasse um pequeno e significativo nó.
Estou sofrendo de um desejar não desejar.
Como se nesse titubear meu peito fosse parar.
Parar de doer e de simplesmente desejar.
Estou sofrendo de um mal docemente infantil.
Cruel dentro de um esboço maduro e nada sutil.
Vacilando entre o respirar do novo e o chorar das águas do passado.
E como eu queria que esse sofrimento ficasse calado.
Emudecer seus suspiros assim como paralisar minhas dores.
Perde-se cílios,esquece-se de fatos, mas nunca o gosto dos dissabores.
Estou sofrendo de mim mesma.