O vento que passou levou suas poeiras.
Fotografias desfizeram-se, mas fecho os olhos e vc ainda está lá.
Apagam-se as lembranças corriqueiras.
O vento de braços dados com o tempo abrem os olhos para a realidade.
Saudade tem validade?
O vento me pergunta ele é uma ilusão?
Entre os dentes quero gritar que não.
Momentos factuais que marcaram meu coração.
Apagam-se os desejos pulsantes.
O vento de mãos dadas com tempo escancaram a vida que segue implacável.
Existe amor durável?
O vento me acaricia e sopra aos ouvidos: ele não existe.
Aperto os olhos, suspiro, tudo mais resiste.
Momentos que vão e voltam como as batidas da minha pulsação.
Apagam-se os afetos cuidadosos.
O vento sozinho arrancou as páginas do calendário.
Decepção sentou a mesa.
Muda a olhar-me.
Vento esperou minhas falas.
Talvez eu voe com as poeiras, para ver você ir.
Partir, partir, ruir, sumir.
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