domingo, 2 de fevereiro de 2014

Amor ordinário




Amor ordinário.
Quem irá aquecer as palavras frias não derramadas?
Todas as salivas amarradas.
Os nós presos e atados.
Seu amor não entra mais em combustão.
Estamos em outro estado.
Distâncias seguras.
Medos engavetados.
E o suspiro final?
Partir em mim ou de vc?
Nós já fomos sublimes.
Hj apenas ordinários, amor.
Quem irá devolver os pedaços não autorizados?
Aqueles arrancados pela paixão.
Calorosos nós, braços, pernas, olhos.
Fomos clichês em cada sorriso.
E agora a  ventania de outro estado.
Os sofrimentos constantes e sempre controlados.
Quero de volta a chama.
Tudo aquilo seu que me desmonta e derrama.
O nosso extraordinário.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Roteiro.

Eu gosto da pessoa que me tornei com vc.
Assim sob a pele.
Pulsando tanto que fere.
Pena que não durou.
Entrou, modificou e curou.
A pessoa que eu sou sempre volta.
Fica ali escondida atrás da porta.
Assim sob os olhos.
Dormente tanto que sente.
Esperando o fim desse começo.
E só de pensar eu estremeço.
Não gosto de beijos de partidas.
Sou nada boa com despedidas.
Ainda estamos no meio.
Roteiro sem freio.
Salpicando sorrisos e emoções.
Observando reações, escutando os corações.
Quem irá dar o primeiro passo?
Cortar o doce laço?

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Bilhete em coração

Hoje me peguei relendo suas frases, nossas conversas. 
Aquilo ainda me faz sofrer, mas de forma diferente Querido.
Dói diferente, como se antes roubasse ar em desespero. 
Meus pés saíam do chão em automático.
Agora consigo ter certa calma diante dos olhos, consigo sentir os dedos no chão ainda. 
Sem desespero, só derramando alguns sorrisos pelas letras.
Será que sentimento amadureceu?
 Será que dobrou esquina do adeus?
Seu brilho já não me faz companhia, sinto novamente os braços da solidão chegando em minha cintura.
Seus dedos longos e tão familiares em minhas curvas.
O ar sempre circundando meus sentidos, entorpecendo meus sentimentos em confusão.
Achava que vc estava indo de mim, mas vejo que não.
Fui eu que parti ainda no auge do seu brilho, apavorada, mas também gritando razão. 
E vc?
Simplesmente disse: Siga em frente Querida!
Choque rasgou os nossos momentos felizes e eu senti pernas enraizadas.
Súbita volta agarrou-me os cabelos, em total possessão e eu suspirei derrota. 
Mal sabia que corpo permanecia mas o coração seguiu.
 Livre ou quase assim, despindo-se sem pudores pela estrada. 
Sem olhares doídos, apenas seu pulsar e documento em punho.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Desprender

"Eu não consigo tirá-lo de dentro de mim assim, á unhadas sanguinolentas.

Gosto de desprender devagar, como quem beija um " boa noite".

Solto as bordas com calor, sussurro palavras reconfortantes e quando vc se der conta já caminhou.

Eu fiquei.

Ás  vezes quero seu olhar por detrás do ombro, aturdido e saudoso.

Outras quero apenas que teus pés olhem o horizonte.

Não lhe cabe me entender, apenas vá!

A violência é com meu coração que jamais aceita os desapegos.

É um tolo que finge não ser sentimental.

Que guarda polaróides e seus olhos com sorrisos cada vez que a saudade belisca.

Não se prenda a esses fragmentos, não cabe arrependimentos que dilaceram feridas.

Siga,

Mas não me esqueça, pq eu sou de ficar com apenas o consentir do seu sorriso límpido e suas covinhas graciosas." 



sábado, 21 de dezembro de 2013

Silêncio

Não consigo falar.
Meu coração já me amordaçou.
Forte, choroso, partido.
Silêncio.
Pensamentos gritam, desespero.
Não consigo pensar.
Meus olhos me inundaram.
Espero lavar o que não perdeu controle.
Silêncio.
Batidas rítmicas quebram as veias.
Falta ar, sopra alma.
Não me agite, não me sorria.
Silêncio, silêncio!!!!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Chegada e partida

Pensei em fogo brando
Como quem cozinha um doce de banana.
Nunca me senti liberta para ser assaltada de emoções
Sem avisos, só suspiros e olhos arregalados.
Foi assim que ele me apareceu.
Sem pedir, enfiando suas coisas nas gavetas em plena madrugada.
Espantando passado e soprando poeira do presente.
Colocando mel onde sobrava sal
Em lábios já cansados, tensos, partidos.
E quando nos dermos conta o que será do tempo?
O que será de tudo que ganhou forma e nos ocupa?
Seremos sorvidos pelas emoções de um dos corações?
Seremos expulsos sem orações ou beijo de boa noite?
Você irá sair sem encaixotar pertences.
Deixará seus discos, sorrisos nas quinas do apartamento,
As gentilezas derramadas de cada um dos nossos momentos.
Mas leve-me em sua partida.
Guarde-me em um bolso ou armário qualquer
Como quem têm pena de desfazer-se de uma roupa que lhe foi favorita.
E de vez em quando sorria ao se lembrar como tudo se deu
De todo o descarrilhar jurado de equilíbrio.

Tantos



Com tantos caminhos para seguir
Você escolhe ficar.
Com tantas linhas a compartilhar
Você resolve costurar.
Sem mesmo ver fico com seus pontilhados.
Adeus medos e suspiros abafados.
Tonta, meio embriagada.
Essa é a jornada.
Com tantos sentimentos para partir
Você escolhe o afeto para dedicar.
Com tantas ondas no seu mar
Você escolhe o meu mel a todo o sal.
Diante de tantos vôos
Seu vento em minhas asas faz parar.
Como o beija flor diante o néctar.