Não sei se é no silêncio ou no som.
Me perco sem solução.
Naquele disparar do momento.
Divagar desordenando o sentimento.
Chego a duvidar que faço parte de fatos, histórias e realidades.
Deixa pra lá todo mundo acham futilidades.
Escrevo, ora para libertar.
E as minhas palavras poderem respirar.
Não sei se voam, correm ou gargalham.
Ainda estou aqui, espero que valham.
Meu piscar de olhos, meu estalar de dedos e a secura dos meus lábios.
Mas principalmente o batucar do meu coração,o semi sorriso e os sentimentos vários.
Não sei quando despejo o final.
Mas posso identificar o crucial.
Está presente no silêncio e no som, no meu e no teu.
No correr e no entregar-se.
Seu, mas fundamentalmente no meu.
Escrevo pra rir do meu titubear.
Inseguro como criança cometendo travessuras.
E tão medroso como as noites escuras.
Mas de rompantes alucinantes.
Que divertem e encantam a gente.
Não sei quando não poetizar.
Me rendo sem voltas,chego a me lambuzar.
Mas sofro as suas mazelas sem reclamar.
Chega de enrolar!
Gritam as bocas.
Sofro eu, choram as palavras.
Minhas doces, pequenas artistas loucas.
Não sei se é no silêncio, muito menos no som.
Mas se me perco, esse é o meu tom.
Aceito e até agradeço.
Cada um tem seu dom.





